"O que você quer estar fazendo (com perdão do gerundismo) daqui a dois anos???"
Opa, pergunta difícil. Sempre fui de sonhar, fazer planos, ter certezas na vida. A maaaais sonhadora. O ápice do ápice, mais do sonho, UTOPIA, era morar na Espanha, "será que volto??". Voltei.
Lembro-me da primeira vez em que me senti realizando um sonho: setembro de 98, chegada a Paris, minha "viagem para a Disney" sempre foi ir a Paris. E fui. Desço a noite no Palaus de Chailot (já havíamos passado inclusive ao lado do Arco do Triunfo). Desce do ônibus, e o que vejo?? ELA, bela e formosa, contando os dias para o Novo Milênio: La Tour Eiffel. Olho encheu d'agua, logico, mas a primeira pergunta que me veio à cabeça, acompanhada de uma angústia (esta sim sem explicação) foi "E agora?? Com o que que eu vou sonhar??". Evidente, eu era uma menina de 15 anos, e logo encontrei outro(s) sonho(s).
10 anos depois, vários sonhos vividos depois, perguntaram-me como eu gostaria de estar em dois anos. Dois anos... Não é nada, e ao mesmo tempo é TUDO. Dois anos atrás eu era uma menina ainda sonhava em sair de casa, mas não tinha puta ideia do que era morar sozinha. Dois anos atrás, minha única viagem ao exterior eram aqueles 12 dias, setembro de 98.
Hoje, "viajada", já sabendo todas as incríveis vantagens e desvantagens de morar sem pai e mãe, não sei responder a uma simples pergunta dessas, "como você se imagina daqui a dois anos??" Será a tal crise dos 25??
Nesse momento, meu "sonho" ainda é sair de casa. Mas de resto, eu já vivi todos eles. Busco sonhos. Busco planos. Para daqui a 2 - 5 - 10 anos. Busco metas, sim. Mas busco tb utopia. Pq é estranho, sim, angustiante, deixa um vazio. Mas é muuuuuito bom sonhar E REALIZAR.
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
meta 01: ter mais amigos
Não importa que tipo de relacionamento, namoro, amizade, cliente-agencia, "todo relacionamento é 50%" (RAULINO,Sérgio, 2008 hehehe). Pouco a pouco vou me dando conta de que tenho poucos amigos. Sou muito amiga, de muita gente, mas tenho poucos amigos. Mas tenho total consciência de que, muitas vezes (se não praticamente todas, no meu caso) o problema não está nos 50% de lá... Está sim nos 50% de cá. Formou-se uma barreira, por muitas e muitas tentativas de derrubá-la, "porra, Gi, deixa a gente te ajudar" (MELO, Aninha, 2000).
Mas você, de quem sou amiga, não se preocupem: esses 50% já estão sendo trabalhados. Picaretas a postos.
Beijos e obrigada aos poucos amigos que me permitir TER, e aos muitos de quem SOU amiga. Obrigada pela paciencia.
Mas você, de quem sou amiga, não se preocupem: esses 50% já estão sendo trabalhados. Picaretas a postos.
Beijos e obrigada aos poucos amigos que me permitir TER, e aos muitos de quem SOU amiga. Obrigada pela paciencia.
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filosofaaaaando
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
sau.da.de
Saudade
sau.da.de
sf (lat solitate) 1 Recordação nostálgica e suave de pessoas ou coisas distantes, ou de coisas passadas. 2 Nostalgia.
É incrível como uma palavra sem tradução pode ser sentida em vários idiomas diferentes. Echar de menos, trobar a faltar, to miss, nada resume. Assim como nada é capaz de unir dois continentes.
São escolhas que se faz, não geram arrependimentos, nem frustração. Geram SAUDADE.
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lembranças
domingo, 2 de novembro de 2008
Marca velhas x marcas novas
Ok, momento publicitária, discussão sobre marcas.
Nessas últimas semanas, nós da região sul (SC e RS) vimos o "lançamento" da nova logo (meu lado designer me impede de chamar logomarca) da RBS TV. Criação Hans Donner, para chamar a atenção para a "nova era" na televisão, a tv digital... Ta, respeito, renovação é importante, a vinheta ficou legal, mas confesso me me assustei quando vi escrito RBS TV. Talvez motivado por isso, interrompi a leitura de um livro para começar a ler Faça Você uma Marca, do Francesc Petit (seguramente o catalão mais importante da publicidade brasileira). Começo o livro lendo: "Muitas empresas que tinham uma imagem excelente e que foi abandonada, esquecida ou, pior, foi irresponsavelmente trocada por qualquer modismo ou tendência, sem nenhum conteúdo, e em geral por pessoas ou profissionais pouco conscientes e desconhecedores da matéria." (PETIT, 2006, p.14)

Ta, e o que vc quer dizer?? Hans Donner desconhecedor da matéria?? JAMAIS direi isso. RBS imagem excelente?? Não diria isso. Apenas me levou a refletir sobre essa (e outras) mudança na marca de uma empresa tradicional. Mexer em logo é mexer no reconhecimento da empresa pelo público, é mexer com a ideia pré-concebida que o espectador, nesse caso, tem da rede de televisão. Isso pode até ser bom, mas é sempre um risco. Pode o público entender "agora a RBS é digital, é moderna", mas também pode, como ouvi de minha mãe (engenheira, portanto apenas público, e nao profissional da nossa área): "nossa, perdeu totalmente a identidade". Vale é calcular o risco. Na minha opinião, além dessa nova marca ter cara de 3D demaaaaais, perde o caráter de canal sólido, de empresa forte, que a marca anterior transmitia. Mas deve haver quem goste.
Agora a noite, leio num site de marketing sobre a mudança na logo da Pepsi (http://www.puromarketing.com/3/5231/pepsi-cambia-su-logotipo-corporativo.html)

Vão aumentar as vendas da Pepsi?? Não sei, até porque não é só isso que define a imagem mental, e consequentemente o comportamento do público de um produto. Mas que sensação transmite essa nova logo a você?
Depois de ver essas 2 novas marcas com públicos e em segmentos tão distintos, me pergunto: Será que estamos entrando numa nova era das marcas, com tipografia standard arredondada fina e delicada??? Sinceramente, espero que não.
Nessas últimas semanas, nós da região sul (SC e RS) vimos o "lançamento" da nova logo (meu lado designer me impede de chamar logomarca) da RBS TV. Criação Hans Donner, para chamar a atenção para a "nova era" na televisão, a tv digital... Ta, respeito, renovação é importante, a vinheta ficou legal, mas confesso me me assustei quando vi escrito RBS TV. Talvez motivado por isso, interrompi a leitura de um livro para começar a ler Faça Você uma Marca, do Francesc Petit (seguramente o catalão mais importante da publicidade brasileira). Começo o livro lendo: "Muitas empresas que tinham uma imagem excelente e que foi abandonada, esquecida ou, pior, foi irresponsavelmente trocada por qualquer modismo ou tendência, sem nenhum conteúdo, e em geral por pessoas ou profissionais pouco conscientes e desconhecedores da matéria." (PETIT, 2006, p.14)

Ta, e o que vc quer dizer?? Hans Donner desconhecedor da matéria?? JAMAIS direi isso. RBS imagem excelente?? Não diria isso. Apenas me levou a refletir sobre essa (e outras) mudança na marca de uma empresa tradicional. Mexer em logo é mexer no reconhecimento da empresa pelo público, é mexer com a ideia pré-concebida que o espectador, nesse caso, tem da rede de televisão. Isso pode até ser bom, mas é sempre um risco. Pode o público entender "agora a RBS é digital, é moderna", mas também pode, como ouvi de minha mãe (engenheira, portanto apenas público, e nao profissional da nossa área): "nossa, perdeu totalmente a identidade". Vale é calcular o risco. Na minha opinião, além dessa nova marca ter cara de 3D demaaaaais, perde o caráter de canal sólido, de empresa forte, que a marca anterior transmitia. Mas deve haver quem goste.
Agora a noite, leio num site de marketing sobre a mudança na logo da Pepsi (http://www.puromarketing.com/3/5231/pepsi-cambia-su-logotipo-corporativo.html)

Vão aumentar as vendas da Pepsi?? Não sei, até porque não é só isso que define a imagem mental, e consequentemente o comportamento do público de um produto. Mas que sensação transmite essa nova logo a você?
Depois de ver essas 2 novas marcas com públicos e em segmentos tão distintos, me pergunto: Será que estamos entrando numa nova era das marcas, com tipografia standard arredondada fina e delicada??? Sinceramente, espero que não.
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